4 de dezembro de 2022

Entrada




Retrato do poeta, c. 1570,por Fernão Gomes (1548-1612)



Luís de Camões (c.1524 – Lisboa, 10.06.1580), tendo escrito em língua portuguesa e castelhana, é um dos maiores escritores do mundo. A sua personalidade tem inspirado inúmeros biógrafos e historiadores. Desde o Classicismo até à contemporaneidade, “o engenho e arte” manifestados pelo poeta na sua epopeia Os Lusíadas (1572) e nos seus poemas líricos das Rimas (1595) têm fascinado o leitor comum e o especializado, proporcionando extensa e diversa receção crítica, glosas de homenagem e criativa recriação. Em todas as épocas, contínuas gerações têm admirado a sua obra e nela encontrado o eco ou o desvelar dos seus próprios sonhos e anseios. Como referiu o camonista Vítor M. Aguiar e Silva, “Camões é um clássico que tem sido moderno ao longo dos séculos”.

Edição de: José Carlos Canoa
© Reprodução livre com menção da fonte. Exemplo.



Pode navegar pelas suas múltiplas facetas através das páginas aqui apresentadas:

A sua vida divulga informação e recursos sobre a biografia do poeta.

A sua obra mostra inicialmente as obras camonianas arrumadas por género (lírica, épica, teatro, cartas) e, dentro de cada género maior, fornece os textos dos subgéneros. No final, providencia-se a ligação para as Obras digitalizadas de Luís de Camões na Biblioteca Nacional de Portugal.

A época apresentará ligações para os grandes movimentos culturais e filosóficos que modelaram o tempo histórico de Camões; a influência de autores espanhóis e italianos; autores contemporâneos de Camões.

Testemunhos consiste numa antologia de excertos de consagrados camonistas sobre a vida e a obra de Camões.

Fortuna crítica contém Camonistas, de A a Z, listas de referências (bibliografia passiva) sobre a vida e a obra de Camões: receção crítica (coleções camonianas, ensaios, teses académicas, atas de encontros, artigos de periódicos e números temáticos, etc.); receção criativa (obras literárias e artísticas inspiradas em Camões) e traduções noutras línguas.

Multimédia abre-se ao diálogo intertextual da obra camoniana com as artes: Iconografia, Cinema, Música, etc. Pode ser uma aliciante entrada no universo literário de Camões.

Recursos didáticos disponibiliza "materiais" (fichas de trabalho, resumos, esquemas, documentos históricos, etc.) que podem orientar o estudo da obra camoniana de acordo com os Programas e  Metas Curriculares de Português. É um auxiliar do ensino (para professores) e da aprendizagem (para os alunos) no que concerne a leitura dos textos líricos e da epopeia Os Lusíadas. Apresentam-se algumas referências bibliográficas e da Internet.

Utilitários reúnem informação prática e útil. São “ferramentas” de apoio ao navegante: Contactos; Mapa do blogue (um índice mais pormenorizado das principais secções do blogue); Siglas e Abreviaturas (utilizadas sobretudo nas referências bibliográficas); Glossário (de estudos literários, antropónimos, topónimos e vocabulário específico da obra e da época de Camões); Cursos de Estudos Camonianos; Notícias (Informação periódica recente, disponibilizada online).

Efemérides apresenta as datas celebrativas de Camões (os centenários, os "Ano Camões") ou importantes para os Estudos Camonianos, por ex. 2022, em que se assinalam os 450 anos da publicação de Os Lusíadas.


A obra “Camões e os Lusíadas” (1872) de Joaquim Nabuco teve direito a uma edição digital e a uma versão impressa, que foi lançada no Brasil e em Portugal no mesmo ano



“Camões e os Lusíadas” de Joaquim Nabuco

1872 / 2022 – reedição da obra 150 anos depois






Mário Hélio Gomes de Lima, da Fundação Joaquim Nabuco

“Vale a pena publicar um livro 150 anos depois quando ele pode falar com clareza ao leitor atual”, explica Mário H. G. de Lima. A obra, publicada em 1872, é um “estudo muito pessoal, original, de boa qualidade que resiste a uma exigência crítica de leitura” que, à época, “foi abraçada por alguns portugueses, mas rechaçada por outros”, conta-nos. “Este é um ensaio de um jovem, de 23 anos, que ousa escrever sobre Camões de uma maneira não-académica e resolve escrever sobre Camões sem ler os comentadores de Camões”.








Reedição da obra em versão digital:


Foi apresentada ao público no Brasil, em 19.08.2022, no dia em que se completaram 173 anos do nascimento de Joaquim Nabuco.

A apresentação foi realizada durante a reabertura das atividades do Engenho Massangana, equipamento cultural vinculado ao Museu do Homem do Nordeste (Muhne), localizado no Cabo de Santo Agostinho, onde o patrono da Fundaj passou parte de sua infância.


foi feito o lançamento da versão digital de "Camões e os Lusíadas".



Reedição da obra em versão impressa:


a) Foi lançada internacionalmente na Universidade de Coimbra, em Portugal, em 7.09.2022.

Foi apresentada na Sala do Senado da Universidade de Coimbra (UC), no âmbito das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil. Na sessão de apresentação, estiveram presentes o Vice-Reitor para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva e o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, Mário Hélio Gomes de Lima. Intervieram também o Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, o Presidente da Associação de Imprensa de Pernambuco, Múcio Aguiar, e o Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos.



Foto © UC | Paulo Amaral



b) Foi reeditada pela Editora Massangana, no Brasil, no ano em que se comemoram os 450 da publicação da epopeia camoniana. 
A sessão de lançamento ocorreu na Sala José de Alencar da Academia Brasileira de Letras (ABL), no dia 30 de novembro de 2022, cerca das 16h. O evento contou com a presença do presidente da Fundaj, Antônio Campos, e de José Thomaz Nabuco de Araújo, representante da Família Nabuco.



Foto © blog Flávio Chaves

















Joaquim Nabuco (1849-1910)

Camonista, escritor, diplomata, jornalista e político.









Em 1915, um busto de Joaquim Nabuco 
foi colocado na praça que passou a ter o seu nome, 
no bairro de Santo Antônio, no Recife.




CAMONIANA





  • Camões e os Lusíadas. Rio de Janeiro: Typographia Imperial do Instituto Artístico, 1872.
  • Camões: discurso pronunciado a 10 de junho de 1880 por parte do Gabinete Português de Leitura. 2.ª ed., Rio de Janeiro: G. Leuzinger & Filhos, 1880. 30 p. 3.ª ed, 1880. 30 p.
  • The Place of Camoens in Literature: address delivered before the students of Yale University, on the 14th May, 1908. – By Joaquim Nabuco Ambassador of Brazil. – Reprod. Online.
  • Terceiro centenário de Camões, in Escriptos e discursos literarios. São Paulo: Companhia Editora Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 1939. p.1-24.
  • Camões e assumptos americanos: seis conferencias em universidades americanas. São Paulo: Companhia Editora Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1940.
  • Dois sonetos a Camões, Diário de Pernambuco, Recife, 21.08.1949.


 






Para saber +







28 de novembro de 2022

Camões e o Erotismo numa jornada de estudos sobre a Literatura Portuguesa na Sorbonne Nouvelle



“Ai! Ou como gozar em português”

JORNADA DE ESTUDOS

28 de novembro de 2022, entre 9h15 às 17h00

Sala Athena da Maison de la Recherche da Universidade Sorbonne Nouvelle / Paris

Organização:
Fernando Curopos e Egídia Souto (Crepal)

com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.






“A literatura em língua portuguesa nascida com o lirismo trovadoresco surge já permeada por um certo erotismo nas cantigas de amigo, revestindo-se de contornos pornográficos ou obscenos nas cantigas de escárnio e de maldizer. Embora “imorais”, essas cantigas integram o cânone literário, legitimadas pela academia e pelo discurso crítico. Ora, se esse mesmo discurso académico reconhece o episódio da “Ilha dos Amores” (Os Lusíadas) como um texto erótico de relevo, muitos outros, escritos na época e nos séculos seguintes, terão sido descartados, esquecidos ou mesmo apagados por vários mecanismos de censura ou de autocensura, uma censura que também atingiu a arte portuguesa. No entanto, vale lembrar que algumas práticas obscenas vindas de tempos remotos nem sempre foram censuradas e continuam ainda vivas na cultura popular.

A jornada de estudos “Ai! Ou como gozar em português” tem como objetivo resgatar textos, obras, autores, artistas, discursos e práticas culturais em que o sexo é dito, visto, “inter-dito” ou “maldito”.”

Fonte: Site do Camões, I.P. agenda.







Consulte
aqui
(.pdf)






Descobrir o repertório do teatro clássico português com Silvina Pereira e o Teatro Maizum na 7.ª edição dos Clássicos em Cena


7.ª edição dos Clássicos em Cena

iniciativa do Teatro Maizum

com direcção de Silvina Pereira

















O Teatro Maizum realizou mais um Laboratório de Teatro Clássico Português, com atrizes e atores de várias gerações, tendo em vista a 7.ª Edição dos Clássicos em Cena, que decorreu de 21 a 27 de novembro de 2022, na Galeria Sá da Costa, no Chiado lisboeta.




Na 2.ª feira, dia 21, às 17h00, na Galeria Sá da Costa, aconteceu a leitura encenada das três únicas tragédias portuguesas conhecidas do Século de Ouro português: “A Vingança de Agamenom” de Anrique Aires Vitória, a “Tragédia do Príncipe João” de Diogo de Teive e a “Castro” de António Ferreira. Estas três obras dramáticas constituem, pois, o corpus trágico clássico português. 


  x



Diz-nos Silvina Pereira, atriz, encenadora, dramaturgista e a organizadora do evento:
“Representar as tragédias de Diogo de Teive, de António Ferreira ou as comédias de Jorge Ferreira de Vasconcelos é permitir uma visão alargada e multifacetada de um labor teatral de autores e obras, que refletem no campo dramático a luz e sombra do seu tempo. Trata-se de escritores que partilharam, a um dado momento o mesmo espaço geográfico, a mesma visão do mundo onde a razão e a tolerância seriam os regentes da vida humana.
Neste mar revolto do nosso tempo assistimos atónitos ao «desvairado confronto dos mundos» e, enquanto isso, os textos clássicos teimam em sobreviver, resistindo e dialogando com o nosso presente.
O Teatro Clássico Português é um legado único, um património que devemos conhecer e revisitar. Dar-lhe palco e espetadores.”


Algumas fotografias do dia 27, com a leitura encenada das 3 peças:



 






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Teatro Maizum





27 de novembro de 2022

O romance os lusíadas (1977) de uma parceria literária, Manuel da Silva Ramos e Alface

 

os lusíadas: romance



Lisboa: Assírio e Alvim, 1977

Cadernos Peninsulares, especial 2

444 p.



excerto:

"De uma cidade interior ejacorreu um bibliurticário em adeuses. E uma tia em seu mersius. Um de três, embarcacilhei, uma de xadrez, aliviei – era uma vez.
Um sítio sumido, brando, invulgar nestas coisas de paisagem e longe de tudo isso, duas coisas que me são caras e croas: a escripta, os pressumidos ossos de Camões. Era ter a terra, versos navegáveis, civilização occipital. Gostos pizarros. A abhorração. Cousas que juntas se acham raramente? Quem cu tem e o sente usa cão, retroactiva munição? Quem tem cu que se sente. E que fale a gente. Para para informar quedas, semelotes, tisanas, indubitolidades, tochas tenentes, para informar mesuras, redes, febres dissidentes, estações, conivências, ditados cíveis, minúcias, tonitroantemente, informar quermesses coptas, ruas venérias, agredida anquilose, diuturnas expedições, queixinhas, formar platibandas napas, catascese, miriave, falsos momentos de eloquente sorte, cetáceos, furar domesticados bens, furtar pérolas novezinhas, esforçar retratos resistentes ao olhar derradeiro de uma manhã brumetida, aferir água doce suas consequências, mesmo assim suas decentes mesas, aferir parlamentáveis esmeros, iodadas amarguras de desuso perene cativo, aferir corridas paisagens, vozes trocadas a cingidos ventres, curtida zona de ornar, para ou para aferir, esvoaças madeixas de sincero século, sindbad em condor em melhor pousada em melhor mulher em melhor imprensa em melhor vazante, pra deduzir como corre o cão como toca o sino que faz dlãodão desabaladamente, para afligir marés robustas em praias justas, imiscuir no entendimento dos peixes conceitos impudentes, pender o cenábulo de tudo, atentar nos sons mínimos, para informar com regularidade disforme uma amplíssima sofreguidão de espaços cujo aconchego não evita uma onova missa, para abalanchar no seductor aspecto físico das coisas e sendo que, pouco aguda a simtaxe e fisionómico o rosto temos profícuo, quem de nós ao dizê-lo sente adverbialmente, para informar ruídos de âmbito inquestionável assinada frequência, ganhar corpo, uma prolixa proximidade, atender a que uma meã fereza ao invés de remoçar nos cataleva em espíricos descentrados levantamentos a frustres pinaças, mas imprimir com leveza, evitando resgates ímpios sem graça, intransitar a cobiça, os cósmicos vetustos piangentes esmaéticos narradores, amiudadamente depois pautar uma oferenda, que para amortecer advertida bonança, instrumentos usuais e desdizíveis e finalistas mas instrumentos pormenorizados, ocidentais, nem instrumentos corajosos ou sôfregos ou utensílios adversos memoráveis inquinados insalubres utencílios, saber cevar com urbanidade, complemento directo, adquirir usos civis, conotar a decência líquida, em pondo de lado a coação residual, ferina estânsia de odes, o abisso, para tudo, para urdir inota equidade, semelhança paramental bradura sinalização tessitura atinência oleosidade solidez advertência, para acenar a fundo, que não dizer. E vá a gente cubióticamente destinto, elmo fodibundo, grilo horizonde individose jugular invenal hissope galinha fatísica edeologando duplamento céreo, desforra embárquica f gavernoite (homementus) indivendado jeneral, lendo. Cuero dizer: ênfasia noces ganhos – hantaño – imprecionam jmagam luzem. Memoro nessas oudiências priclitóricas qonsequânsias. (Um povo que se move cultiva com tardio horror a paz de um livro): realivi serenos tubaratos uivindo-se. Logo jeremios louvação juvenal: santos de casa não saem de sagres. Querem perenigeração, quota paga, quociente penunbril. Atuei sempre súpito repouso, retina anedórica. Tudo uma vez. Xega. Ratifiquei isso ontem mientrava a pandalusa aneduda: ahora? Anexação anciosa arregaça a raça: pornofagia famérica, a falaz navelha, os manigantes, litoral peroração do peixe, do episodíaco, o palatino emirgrante, cintaxe revolúvel, quem mata os seus não degenera, geral gente genimunda. A manhã e a sanha: lusa anda andarolha acusa manda olha no estreito e no cabo a eito e a nado. A pariátria alheia a essas coisas, precipiciatória tendo marcos tendo supernos tendo um navio no mar. Manietar isto numa razião desmandada do discurso, num solusar, num precioso erguer o pau de carreira, uma pirotaria, em corsábios das ilhas, em philimusteiros concredos na boca, nas putas com juízo, gente com qualidades, o cozinheiro de borco, o senão da nau, bústula, ariostomos e constelações usufruíveis. Na demagonia do tempo ensaia-se uma deamputação patriórfica, a pretérita alquimia de uns dados fundeados no reduzido alcance da temeridade própria, o expaço hinominado: quem sai dos seus prolifera. Prolifere-se? Prolifoda-se.

in 
os lusíadas: romance, 1977, p. 109-110. 
Fonte: DGALB.




O rapto / Nessus e Dejanira, 1920 - por Pablo Picasso




Para saber +




com Teresa Carvalho:










25 de novembro de 2022

José Camões continua a promover a obra e a época de Gil Vicente através de grandes colóquios


Gil Vicente na mudança dos tempos

Colóquio Internacional

24 de novembro de 2022

Auditório do Museu Nacional do Teatro e da Dança


Organização científica de José Camões

Coorganizado pelo CET da FLUL e MNTD



O Centro de Estudos de Teatro (CET) da Faculdade de Letra da Universidade de Lisboa, na sequência de dois congresso internacionais anteriores (em 2002, assinalando os quinhentos anos da primeira representação teatral de Gil Vicente, e em 2012,  comemorarando os 450 anos da publicação da Compilação de Todalas Obras) promove agora mais um encontro de especialistas visando a proposta de "novas perspetivas da obra de Gil Vicente, num ano em que se assinalam 500 anos da transição de reinado de D. Manuel I para o de D. João III". 

O colóquio, sob a organização científica de José Camões, para além de suscitar a aprendizagem histórica obra de Gil Vicente, procurou sensibilizar para "as implicações das obras de arte na transformação de mentalidades, de sociedades e, assim, talvez do mundo", e "revelar a intemporalidade da obra e o seu permanente poder". 


Os Professores José A. Cardoso Bernardes e José Camões, o organizador do Colóquio.


PROGRAMA

10.00h – Abertura

10.15h – Gil Vicente: o Todo e as Partes, José Augusto Cardoso Bernardes (FLUC)

11.00h – Copilaçam, 1562: Ordenamento do livro terceiro, que é das Tragicomédias, Márcio Muniz (Univ. Federal da Bahia)

11.30 – Mudan los tiempos, mudan los afanes. La métrica del teatro de Gil Vicente, Manuel Calderón (CET da FLUL)

12.00 – Pausa

12-15 – Dom Duardos: teatro e música na corte de D. João III, Lenora Pinto Mendes (Scriptorium, Univ. Federal Fluminense)

12.45 – Mensagens políticas de Gil Vicente na cena lírica do Estado Novo, Edward Abreu (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, FCSH)

13.15h – Almoço

15.00 – Da distribuição das figuras, Helena Reis Silva (CET da FLUL)

15.30 – Deuses e heróis em Gil Vicente, Ana María Tarrío | FLUL)

16.00 – Vozes de mortos, vivos, alegorias e risos: ou de como falam os géneros vicentinos, Nuno Meireles (FLUC)

16.30h – Pausa

16.45 – "O nosso Gil Vicente": memória do autor, presença da obra (sécs. XVI-XVII), Isabel Almeida (FLUL)

17.30 – Encerramento



Objetivos


Com uma forte componente didática, direcionado também para docentes do ensino não universitário, o colóquio apresentava também os seguintes objetivos:
  • Identificar fases na produção vicentina, propondo critérios e ensaiando algumas hipóteses;
  • Discutir o ordenamento do "Livro das Tragicomédias", buscando defender a confluência em sua organização de propósitos autorais e estratégias editoriais;
  • Identificar etapas na versificação do teatro de Gil Vicente;
  • Identificar recursos, utilizados por Gil Vicente, também observados na obra de outros dramaturgos ibéricos, contemporâneos ou posteriores a Gil Vicente;
  • Compreender a receção moderna do “pai do teatro português” enquanto exercício de estudo dos contextos políticos em que o vicentismo se desenvolveu;
  • Identificar nas personagens vicentinas a voz dos seus géneros;
  • Valorizar a obra de Gil Vicente como fonte de conhecimento.

O colóquio é certificado para docentes pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Calvet de Magalhães, em cujo site é feita a inscrição para a certificação.






Gil Vicente: Portugal e Espanha nos Primórdios do Teatro Europeu

EXPOSIÇÃO


O colóquio acontece também no contexto da exposição “Gil Vicente. Portugal e Espanha nos Primórdios do Teatro Europeu”, uma coprodução inédita entre dois museus ibéricos dedicados às artes do espetáculo, o Museo Nacional del Teatro espanhol e o homólogo português, o Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNTD). A exposição esteve patente no Museo Nacional del Teatro, em Almagro, entre junho e outubro de 2022, e poderá ser visitado em 2023 no MNTD, em Lisboa.

que esteve patente de jun. a out. 2022 no Museo Nacional del Teatro, em Almagro, Espanha.
Em 2023, poderá visitá-la no MNTD, em Lisboa.





Museu Nacional do Teatro e da Dança


23 de novembro de 2022

Contar OS LUSÍADAS em quadrinhos como fez José Ruy, obrigado!

 

José Ruy

1930-2022







Salienta-se a sua adaptação d'OS LUSÍADAS para banda desenhada, 
recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.