Um poema para Jau
“Camões na Gruta de Macau”, 1900
Ilustração de Roque Gameiro & Manuel Macedo
e fotogravura de P. Marinho.
In: Os Lusíadas / LUiz de camões, "Grande Edição ilustrada",
revista e prefaciada por Sousa Viterbo.
Lisboa: Empreza da História de Portugal Sociedade Editora,1900.
A Jau
Sou a tua presença, aos pés, calada, quieta,Ó jau, com quem me identifico tanto,
Nesta gruta onde estou e escuto o canto
Das cigarras que é, hoje, a voz do teu poeta.
António sou (tenho o teu nome)
E escravo, também, da poesia.
Para ela é que estendo, em cada dia,
A mão à minha fome.
Poema datado de 10 jun. 1986
In: Suplemento da Revista Latina,
Macau, maio de 1991, p. 59
* Viveu dois anos em Macau, entre 1986 e 1988,
onde foi docente do Instituto Cultural.
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Redação: 17.02.2026
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