2026/02/17

Poema a Jau por António Manuel Couto Viana

 

Um poema para Jau

  “Camões na Gruta de Macau”, 1900  
Ilustração de Roque Gameiro & Manuel Macedo
e fotogravura de P. Marinho. 
In: Os Lusíadas / LUiz de camões, "Grande Edição ilustrada",
revista e prefaciada por Sousa Viterbo.
Lisboa: Empreza da História de Portugal Sociedade Editora,1900.


A Jau

Sou a tua presença, aos pés, calada, quieta,
Ó jau, com quem me identifico tanto,
Nesta gruta onde estou e escuto o canto
Das cigarras que é, hoje, a voz do teu poeta.
António sou (tenho o teu nome)
E escravo, também, da poesia.
Para ela é que estendo, em cada dia,
A mão à minha fome.

















Poema datado de 10 jun. 1986
In: Suplemento da Revista Latina, 
Macau, maio de 1991, p. 59


* Viveu dois anos em Macau, entre 1986 e 1988, 

   onde foi docente do Instituto Cultural.




para saber +


No programa "O que é feito de si?"
da RTP 2, 11.06.1992






Redação: 17.02.2026

A VIDA DE CAMÕES