R.E.C. Revista de Estudos Camonianos
N.º 1 - Dezembro de 2025
EDIÇÃO ACADÉMICA DIGITAL
da RCnA&A - Rede Camões na Ásia & África
Editor Felipe de Saavedra
28 FEV. 2026 | Online, Macau
Lançamento online do Número 1
Em acesso aberto
A Revista de Estudos Camonianos
é uma edição da Rede Camões na Ásia & África
que se propõe publicar "trabalhos originais de investigação sobre camonística,
e ainda sobre literatura, história, biografia, humanidades, ciências,
e as artes visuais e cénicas dos séculos XV a XVII".
ÍNDICE DE TEXTOS
Número Um, editorial, por Felipe de Saavedra | v-vii
O fundo nunca descoberto: entender o Canto VI, compreender ‘Os Lusíadas’, por Luiza Nóbrega | 1-7
A marca duradoura das mulheres marginalizadas em Camões, Gracias e Mendonça, por Loraine Barreto-Alberto | 9-22
‘Aquela Cativa’, de Camões, e ‘À une dame créole’, de Baudelaire: exotismo e cativeiro emocional, por Irene Silveira | 23-30
O livro perdido de Camões na ficção contemporânea, por José Carlos Canoa | 31-46
A tradução de termos mitológicos de ‘Os Lusíadas’ para o indonésio, por Danny Susanto | 47-56
Camões no Ensino Secundário em Moçambique, inquérito, por Lurdes Rodrigues da Silva | 57-66
Entrevista a Loraine Alberto, entrevista por Saloni Jha | 67-69
Apresentação do projeto da RCnA&A
"A Rede Camões na Ásia & África (RCnA&A) iniciou os seus trabalhos já em 2020, sendo oficialmente instituída em 2021.
[...] Trabalhar as ligações de Camões à Ásia e a África é o projeto da RCnA&A, fomentando pesquisas e traduções que relocalizem Camões na Ásia e em África, enquanto autor radicado nestes dois continentes, pertencente à literatura moçambicana por ter cantado a afamada ilha, poeta da Indonésia e o primeiro a celebrar o Arquipélago do Maluku em poesia, e também poeta da China por ter vivido em Macau, da Índia por Goa, da Malásia por Malaca, sem esquecer a Somália ou o Camboja / Vietnam, onde está ainda completamente por traduzir.
Foi do trabalho colaborativo entre camonistas e tradutores de Camões que surgiram os congressos da RCnA&A. Em 2026, no sétimo ano de atividade, a Rede terá organizado quatro congressos internacionais: Ternate/Jakarta em 2022, Macau em 2024 (a primeira reunião científica a ser convocada mundialmente para a celebração do Meio Milénio Camoniano), Moçambique em 2025, e Goa em 2026. Congressos que suscitaram mais de 70 comunicações originais, apresentadas por especialistas de quatro continentes e de quase uma dezena e meia de países, designadamente do Brasil, China, Espanha, França, Índia, Indonésia, Irão, Itália, Macau, Moçambique, Portugal, Singapura, Turquia e Suíça, comprovando o interesse universal pela obra de Camões."
Felipe de Saavedra
In: Número Um, editorial da
Revista de Estudos Camonianos, n.º1 (28.12. 2025)
Macau: Rede Camões na Ásia & África, vi.
A renovação com a Revista de Estudos Camonianos
"A apresentação de trabalhos em curso nos congressos atingiu um alto patamar de qualidade. Após dupla revisão externa, era esperado que as comunicações passassem para o formato de artigo científico. E assim surgiu o projeto desta Revista de Estudos Camonianos (R.E.C.).
[...] A Revista de Estudos Camonianos nasce inteiramente eletrónica, satisfazendo os mais exigentes padrões de qualidade, de integridade, e de diferença. Para a Rede e para os articulistas, a Revista é um salto qualitativo assinalável: uma publicação periódica cuidada, com dupla revisão especializada e com circulação assegurada através dos índices de periódicos internacionais. Reforça a projeção destes estudos dentro da lusitanística, e amplia o impacto deles nos debates académicos sobre literatura e história.
Neste número inaugural, fiel à matriz asiática e africana da Rede, a Revista conta com autores de cinco países e regiões, entre eles a Índia, Macau e Moçambique. Em dois artigos distintos, Loraine Barreto-Alberto e Irene Silveira estudam as ‘Endechas a Bárbara escrava’ numa perspetiva comparatista, relacionando-as a primeira com poemas goeses e a segunda com um soneto francês; questões simbólicas do Canto VI de Os Lusíadas são dirimidas num ensaio de síntese de Luiza Nóbrega; José Carlos Canoa evoca o destino do célebre Parnaso perdido, composto por Camões na Ilha de Moçambique; Danny Susanto explicita as equivalências funcionais entre as divindades do panteão grego e criaturas do folclore indonésio, presentes na tradução que elaborou de Os Lusíadas para aquela língua; Lurdes Rodrigues procede a um levantamento da presença/ausência de Camões nos programas moçambicanos do Ensino Secundário; Saloni Jha entrevista Loraine Barreto-Alberto sobre o atual momento dos Estudos Camonianos na Índia, e as perspetivas de crescimento deles a breve trecho."
Felipe de Saavedra
Macau: Rede Camões na Ásia & África, vi-vii.
Congresso Internacional | Maputo & Ilha de Moçambique
Org. RCnA&A, U. Politécnica e U. Eduardo Mondlane, de Moçambique.
2025.06.06, sexta-feira, em formato híbrido: na Universidade Politécnica, Maputo, Moçambique.
2025.06.06 e 10, em Moçambique. - A primeira jornada do Congresso contempla
recitais de poesia e música, conferências e exposições.
2025.06.10, terça-feira, em formato presencial: na Ilha de Moçambique.
O Congresso prossegue "revisitando também os locais históricos associados a Camões,
onde ele viveu e onde ele se inspirou".
para saber +
Número 1 – 2025, completo [pdf.]
Redação: 28.02.2026





