Camões em Macau
“The grotto of Camoens, Macao"
Desenhado por Thomas Allon | Gravado por S. Bradshaw,
para The Chinese Empire illustrated, 1858, de Thomas Allon
Camões
Em que ano subi esta colina,
Repousei nesta gruta e respirei
Brandas auras? Da pátria e do meu rei,
Aqui, sublime, sublimei a sina?
Que fama do meu vulto peregrina
Na voz destas paragens, e da lei
Da morte me liberta? Onde enlacei
A amizade do jau e o amor de Dina?
Deixei sinais na areia, no arvoredo?
Quem me ocultou de mim como um segredo?
— Até o longínquo China navegou…
Aqui cheguei? Daqui parti? E quando?
Quem salvou do naufrágio miserando
Aquele que não sei se fui, mas sou?"

1923 - 2010
Encenador, tradutor, poeta,
dramaturgo e ensaísta português.
In: Até ao longínquo China navegou
Macau: Instituto Cultural de Macau, 1991.
Col. Poetas de Macau, 4
Prémio Camilo Pessanha, IPOR 1992.
* Viveu dois anos em Macau, entre 1986 e 1988,
onde foi docente do Instituto Cultural.
para saber +
Redação: 17.02.2026
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