2026/02/21

CAMONISTA - Eduardo Ribeiro

© Conteúdo integrante desta exposição.













Eduardo Ribeiro junto da réplica do mais antigo globo terrestre chinês, 
executado na China em 1623 (Coleção da British Library, Londres). 


Eduardo Alberto Correia Ribeiro, n. em 15.04.1948
Camonista, magistrado, advogado, jurista, investigador.
*
Licenciado pela faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, em 1972.
Nasceu em Moçâmedes, Angola, onde viveu cerca de 24 anos (1948-58, 1962-66, 1973-82); residiu em Macau 28 anos (1985-98, 2000-2014) e vive atualmente em Portugal. A sua vida profissional, muito diversificada, estendeu-se, pois, de África ao extremo Oriente (Macau).
Em março de 2006 publica no jornal diário de Macau Ponto Final o artigo “Camões nas partes da China. Obviamente, em Macau”. Desse ano em diante dedicar-se-ia ao estudo da vida e obra de Luís de Camões com uma abordagem centrada na sua biografia oriental.
Para além dos muitos artigos, comunicações e palestras, destacam-se as três obras: Camões em Macau: uma verdade historiográfica (2012, reeditada em 2020), Camões no Oriente e outros textos (2012, reeditada em 2018) e Camões in Asia (1553-1570) (2016), obra em língua inglesa “com uma súmula da investigação do Autor sobre a historicidade de Camões em Macau”. Leiam-se infra alguns comentários à sua obra, por parte de um grande amigo e também do reconhecido camonista Vítor Aguiar e Silva.

Camões em Macau

"[...] fiquei ciente do seu empenhamento na pesquisa camoniana, com foco na demonstração historiográfica da estada de Camões em Macau. A pesquisa começou com uma polémica em jornal local e continuou no livro Camões em Macau, que em Lisboa foi reeditado e publicado em versão inglesa para venda no estrangeiro [Camões in Asia, 2016].

Esta mudança de tempo e geografia gerou uma pergunta intrigante de resposta escorregante: que relação há, se há, entre a judicatura profissional e a devoção historiográfica quanto à estada de Camões em Macau e o mais de atinente biografia? Afinal há uma relação, sim: O juiz averigua a verdade e julga com base nas teses e antíteses das partes fazendo a síntese (verdade epistémica dos autos); o historiador averigua a verdade do passado com ela presenteando o público ledor, atual e futuro"
Miguel Faria de Bastos, 
no Proémio a
O Som das Nossas Vozes: uma memória angolana (1972-1982),
de Eduardo Ribeiro, publicado em 2021.


 Camões nas partes do Oriente

"Bem documentada e inteligentemente argumentada, é obra que ficará na história dos estudos camonianos como contributo relevante para o conhecimento da vida de Camões nas partes do Oriente, para o conhecimento de alguns aspectos da sua obra poética escrita durante esses largos anos. Mas não se restringe o interesse do seu estudo a esse período da vida e da obra do Poeta - o título não faz justiça à amplitude da obra -, porque as suas informações, reflexões e plausíveis conjeturas sobre Camões após o seu regresso a Lisboa, em 1570, em particular sobre a edição de Os Lusíadas, merecem uma leitura atenta."
Vítor Aguiar e Silva,
carta (excerto) enviada ao autor de Camões no Oriente 
e partilhada na página do Facebook do escritor.

CAMONIANA

Camões em Macau: uma verdade historiográfica

de Eduardo Ribeiro
2.ª ed., “revista e atualizada”. Pref. João Paulo Oliveira e Costa.
Lisboa: Mythus de Er, 2020.

  • Camões e a China: o que terá o Poeta Luís de Camões, nos dois anos que estanciou em Macau, China (1562-1564), sabido do Império do Meio, a China Ming, e que eventual impacto terá tido esse conhecimento na sua obra? – Palestra, em Lisboa, na Sociedade de Geografia - Secção Luís de Camões, 18.10.2019.
  • Camões em Macau. – Palestra, em Portela, na Universidade Sénior, 22.10.2019.
  • Diogo do Couto e os trabalhos de Sísifo: a importância da “Década VIII da Ásia” para a biografia oriental camoniana. – Palestra, em Lisboa, na Sociedade de Geografia - Secção Luís de Camões, 15.03.2019.

Camões no Oriente e outros textos

de Eduardo Ribeiro
2.ª ed., Lisboa: e.a., out. 2018.
1.ª ed., Lisboa: Labirinto de Letras, fev. 2012.

[A enumeração dos 6 textos que se seguem está de acordo com a ordenação dada pelo autor na coletânea de ensaios Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa, 2018:]

I. Roteiro cronológico de Camões no Oriente, Labirintos, revista eletrónica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, Bahia, Brasil, vol. 5, 2009. – reprod., com o título Roteiro cronológico de Camões no Oriente (1553-1570), em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 23-63.

II. A Pena de Camões, a espada e a caldeirinha, Labirintos – Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, Bahia, Brasil, vol. 4 (2.º semestre de 2008). – reprod., com o título A Pena de Camões num reino de colusão entre a espada, a caldeirinha e a pimenta, em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 65-156.

III. Camões “nas partes da China”, Labirintos – Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, Bahia, Brasil, vol. 3 (1.º semestre de 2008). – reprod., com o título Camões ‘nas partes da China’ (1562-1564), em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 159-184.

IV. Camões e a Grande Muralha da China, primeira versão, Tribuna de Macau, Macau, 15.04.2010; “versão final, revista e aumentada”, Labirintos – Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, Bahia, Brasil, vol. 8, n.º 2 (2.º semestre de 2010). – reprod. em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 187-204.

V. 1513, o ano em que tudo começou ou a ilha da veniaga desvendada, Ponto Final, Macau, 5.06.2009. – reprod. em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 207-211.

VI. Camões e o baralho de cartas: pequena dissertação sobre a insustentável incerteza do estar (ou ter estado) em Macau, Tribuna de Macau, Macau, 10.06.2008. – reprod., com o título O baralho de cartas camoniano, em Camões no Oriente e outros textos, 2.ª ed., Lisboa: e.a., 2018, p. 213-222.

Referências bibliográficas, p. 224-231.
Bibliografia do Autor, p. 232-235.


  • Camões e a China, comunicação, in Diálogos Interculturais Portugal-China 1– Atas. – Aveiro: UA Editora, nov. 2018. – [Congresso Internacional, Aveiro, Instituto Confúcio da Univ. de Aveiro, 15-17.02.2017].
  • Apresentações sobre o tema na Casa Memória de Camões em Constância, em jan. 2018; na Biblioteca Municipal Marquesa do Cadaval de Almeirim, em fev. 2018.
  • A historicidade da presença de Camões em Macau. – Palestra, proferida em Lisboa, na Sociedade de Geografia, 17.11.2017; repetida na Casa-Memória de Camões em Constância, 17.12.2017 [v. também aqui], e na Biblioteca Municipal Marquesa do Cadaval de Almeirim, 28.02.2018.

Camões in Asia (1553-1570)
de Eduardo Ribeiro
Lisboa: Centro Científico e Cultural de Macau, 2016.

Edição em Lisboa em 2016 e lançado em março de 2017.
Igualmente lançado em Macau, em 20.05.2018, 
na Sala Stanley Ho do Clube Militar de Macau, RAEM.
  • A tradição e a historicidade do estanciamento de Camões em Macau, Revista Oriente/Ocidente, Instituto Internacional de Macau, n.º 32 (2015), p. 28-33.
  • Viagem de Camões ao Oriente. – Palestra, Lisboa, na FLUL, 23.02.2015, org. FLUL e o Círculo Europeu da FLUL.
  • A grande viagem de Camões até à China. – Comunicação, Colóquio Internacional CHINA/MACAU: viagens, peregrinações e turismo, Lisboa, Centro Científico e Cultural de Macau, 13 a 15.10.2014. – [Foram publicadas as Atas do encontro].
  • Presença de Camões em Macau: tradição e historicidade. – Palestra, in Seminário de Estudos Sobre Macau, Lisboa, na FCSH – UNOVA, 3.06.2014.
 
  • Camões em Macau: uma verdade historiográfica. Texto, coord. e rev. Eduardo Ribeiro. Lisboa: Labirinto de Letras, 2012. / 2.ª ed., 2020.
  • Camões no Oriente: coletânea de textos. Lisboa: Labirinto de Letras, fev. 2012. / 2.ª ed., 2018.
  • Roteiro Cronológico-Sentimental de Camões antes departir para o Oriente, Labirintos – Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, vol. 9, 2011. – (“Enviado mas não publicado por interrupção da publicação da Revista”).
  • Camões na China, Macau. – palestra, in Colóquio Camões pelo Mundo, Constância, na Casa Memória de Camões,3.07.2011.
 
  • A língua de Camões, Hoje Macau, Macau, 20.12.2010, Supl. especial do 11.º aniversário da RAEM.
  • Camões e o Mostrengo Adamastor: um poeta sepultado vivo nos Penedos do morro de Patane, Tribuna de Macau, Macau, 10.06.2010.








Camões e Macau

verbete, redigido em 2016, por Eduardo Ribeiro

in DITEMA – Dicionário Temático de Macau
Macau: Universidade de Macau, mar. 2010, 
vol. I, p. 249-253.





  • Os "Penedos de Camões em Macau, Labirintos – Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses da UEFS, Bahia, Brasil, vol. 7, n.º 1, 2010.
  • Luís Vaz de Camões: um património desperdiçado, Hoje Macau, Macau, 10.06.2009.
  • Camões e a busca dos trunfos perdidos, Hoje Macau, Macau, 10.06.2008.

  • Camões na periferia de dois impérios: "... verdades puras são, e não defeitos...", Ponto Final, Macau, 8.06.2007, ed. especial de 10 de junho.

Camões em Macau: uma certeza histórica

de Eduardo Ribeiro
Macau: Edições COD, 22.11.2007.
  • Atenas: o primeiro pilar da identidade europeia (os 2514 anos da primeira democracia no mundo) [em duas partes], Ponto Final, Macau, 29 e 30.05.2007.
  • Camões: um poeta na periferia de dois impérios, Ponto Final, Macau, Supl. especial de 10.06.2006.
  • A passagem dos francos (Cheng Ho e “1421”; os Árabes, o Islão e Yunnan; o Índico, Vasco da Gama e Ibn Majid; “os experimentados” e o “canal de entrada”) [estudo publicado em cinco partes sucessivas], Ponto Final, Macau, 24 a 28.04.2006.
  • Lusíadas ainda em Macau. Obviamente, Camões com eles, [texto publicado em cinco partes] Ponto Final, Macau, 3, 4, 5, 7 e 10.04.2006.
  • Camões nas partes da China. Obviamente, em Macau, Ponto Final, Macau, 17.03.2006.

Eduardo Ribeiro, autor de Camões em Macau, de visita a Paços de Ferreira


Para saber +
















Redação: atualizado em 21.02.2026

A VIDA DE CAMÕES