4 de dezembro de 2022

A obra “Camões e os Lusíadas” (1872) de Joaquim Nabuco teve direito a uma edição digital e a uma versão impressa, que foi lançada no Brasil e em Portugal no mesmo ano



“Camões e os Lusíadas” de Joaquim Nabuco

1872 / 2022 – reedição da obra 150 anos depois






Mário Hélio Gomes de Lima, da Fundação Joaquim Nabuco

“Vale a pena publicar um livro 150 anos depois quando ele pode falar com clareza ao leitor atual”, explica Mário H. G. de Lima. A obra, publicada em 1872, é um “estudo muito pessoal, original, de boa qualidade que resiste a uma exigência crítica de leitura” que, à época, “foi abraçada por alguns portugueses, mas rechaçada por outros”, conta-nos. “Este é um ensaio de um jovem, de 23 anos, que ousa escrever sobre Camões de uma maneira não-académica e resolve escrever sobre Camões sem ler os comentadores de Camões”.








Reedição da obra em versão digital:


Foi apresentada ao público no Brasil, em 19.08.2022, no dia em que se completaram 173 anos do nascimento de Joaquim Nabuco.

A apresentação foi realizada durante a reabertura das atividades do Engenho Massangana, equipamento cultural vinculado ao Museu do Homem do Nordeste (Muhne), localizado no Cabo de Santo Agostinho, onde o patrono da Fundaj passou parte de sua infância.


foi feito o lançamento da versão digital de "Camões e os Lusíadas".



Reedição da obra em versão impressa:


a) Foi lançada internacionalmente na Universidade de Coimbra, em Portugal, em 7.09.2022.

Foi apresentada na Sala do Senado da Universidade de Coimbra (UC), no âmbito das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil. Na sessão de apresentação, estiveram presentes o Vice-Reitor para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva e o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, Mário Hélio Gomes de Lima. Intervieram também o Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, o Presidente da Associação de Imprensa de Pernambuco, Múcio Aguiar, e o Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos.



Foto © UC | Paulo Amaral



b) Foi reeditada pela Editora Massangana, no Brasil, no ano em que se comemoram os 450 da publicação da epopeia camoniana. 
A sessão de lançamento ocorreu na Sala José de Alencar da Academia Brasileira de Letras (ABL), no dia 30 de novembro de 2022, cerca das 16h. O evento contou com a presença do presidente da Fundaj, Antônio Campos, e de José Thomaz Nabuco de Araújo, representante da Família Nabuco.



Foto © blog Flávio Chaves

















Joaquim Nabuco (1849-1910)

Camonista, escritor, diplomata, jornalista e político.









Em 1915, um busto de Joaquim Nabuco 
foi colocado na praça que passou a ter o seu nome, 
no bairro de Santo Antônio, no Recife.




CAMONIANA





  • Camões e os Lusíadas. Rio de Janeiro: Typographia Imperial do Instituto Artístico, 1872.
  • Camões: discurso pronunciado a 10 de junho de 1880 por parte do Gabinete Português de Leitura. 2.ª ed., Rio de Janeiro: G. Leuzinger & Filhos, 1880. 30 p. 3.ª ed, 1880. 30 p.
  • The Place of Camoens in Literature: address delivered before the students of Yale University, on the 14th May, 1908. – By Joaquim Nabuco Ambassador of Brazil. – Reprod. Online.
  • Terceiro centenário de Camões, in Escriptos e discursos literarios. São Paulo: Companhia Editora Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 1939. p.1-24.
  • Camões e assumptos americanos: seis conferencias em universidades americanas. São Paulo: Companhia Editora Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1940.
  • Dois sonetos a Camões, Diário de Pernambuco, Recife, 21.08.1949.


 






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