Estátua de Camões em Velha Goa , 1961
"Portugal - Goa: estátua de Camões em Velha Goa / Emissora de Goa.
1 postal : color. ; 10,5x15 cm
Goa : Emissora de Goa, [D.L. 1961] (Porto: Lito Of. Artistas Reunidos).
Existe um exemplar na BNP em Lisboa, com variantes de tom.
ESTÁTUA DE LUÍS DE CAMÕES
O Poeta Nacional Português
Escultura, em bronze, c.4 metros de altura | 1958
da autoria do escultor Martins Correia
Atualmente, na Galeria n.º 1
do museu Archaeological Survey of India, em Goa.
Exposta originalmente no largo da igreja de S. Francisco de Assis, na Velha Goa.
MASTER SCULPTOR MARTINS CORREIA Vídeo, 11.33
por František Jakub
Com a colaboração de Henrique Velez e Elsa Martins Correia
Music & Piano port Farshad Sanace
SolitArtGallery apresenta Slovak Art Film, 2014
Estátua de Camões em Goa. Autor MARTINS CORREIA
| Gen.Vassalo e Silva em Goa, 1980. |
"No dia 10 de junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia.
Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”.
No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior.
A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela.
Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores. A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas.
Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada.
Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim."
Fonte: Escultor Martins Correia | Facebook., 11.07.2013
Martins Correia
n. Golegã, 7.02.1910 - m. 30.07.1999
Artista plástico português, modernista
Escultor e Pintor
Orfão desde cedo, ingressou na Casa Pia,
em novembro de 1922, onde concluiu o curso industrial.
Frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa,
onde se diplomou em escultura.
Foi professor do Ensino Técnico Profissional,
nas Caldas da Rainha e em Lisboa.
Começou a expor no ano de 1938 e em 1940
já participou na Exposição do Mundo Português, em Lisboa.
Ao longo da sua carreira artística acumulará muitos prémios e condecorações.
Em 1951, tornou-se Presidente da Secção de Cultura Artística
da Sociedade de Geografia de Lisboa.
"A sua estatuária é composta de originais soluções decorativas policromáticas
que aligeiram as suas figuras do solene compromisso oficial, sobretudo a partir de 1968
com a utilização de intensos vermelhos, ocres, pretos, verdes, brancos, azuis e amarelos,
pintados nos materiais escultóricos."
Várias das obras mais representativas de Martins Correia
estão expostas em espaço público, acessíveis a todos os cidadãos.
O seu nome foi dado à Escola E.B. 2,3 e Secundário do Concelho da Golegã.
Em Lisboa, destacamos a estátua de granito rosa
representando Fernão Lopes patente na BNP,
e a decoração artística da estação do Metropolitano de Picoas
e do átrio da Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações.
Trabalhou muitos anos num atelier da Câmara Municipal de Lisboa,
tendo realizado alguns trabalhos para jardins e edifícios municipais,
como a estátua em pedra de Bartolomeu de Gusmão.
Foi membro do Conselho de Arte e Arqueologia da C.M.L.
O Mestre perpetuou a sua obra fora de Portugal.
Em Goa, fez em gesso a estátua de S. Francisco Xavier
por ocasião do centenário do santo. Em 1958, executou a estátua em bronze
de Luís de Camões, a qual lhe valeu o Prémio Diário de Noticias.
Em 1973, decorreu uma exposição retrospectiva
da sua obra, na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde foram apresentadas
"300 obras de escultura, desenho, medalhística e desenho colorido,
versando sobre o período de 1939 a 1973."
Colaborou com 26 desenhos coloridos
para a antologia poética Mulher
organizada por Natália Correia (Lisboa: Estúdios Cor, 1973).
Em novembro de 1982, foi homenageado na Golegã com a inauguração
da sua estátua “A Camponesa” e a abertura do Museu Municipal Martins Correia.
"Temas como o cavalo, o touro, a terra e a mulher,
são representativos nas suas obras, evidenciando a ligação profunda
de Martins Correia às suas raízes goleganenses, ribatejanas e portuguesas.
Está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa,
no Museu Soares dos Reis, na Invicta, no Museu Regional de José Malhoa,
no Museu de Arte Moderna de Madrid e claro, no Museu Martins Correia."
"O Mestre Escultor Martins Correia deixa uma obra
que marca várias décadas da escultura, que o torna
um dos maiores escultores portugueses do século passado."
Fonte:
Escultor Martins Correia | Facebook.
"A arte do século XX será […] idealista e poética ao mesmo tempo que popular"
e "nenhuma coisa pode ser nacional, senão é popular".
Martins Correia
"Um escultor com o condão da poesia”
ÁLBUM
Atualmente a estátua de Camões concebida pelo mestre Martins Correia
está exposta "no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery,
que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis,
a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada."
Imagem na Wikipédia
Estátua de Luís de Camões, no
Originalmente, desde 10 de junho de 1960, data em que
a estátua de Luís de Camões foi inaugurada pelo Governador Vassalo e Silva,
a obra artística camoniana encontrava-se exposta nobremente
no centro da Praça de São Francisco Xavier, em Goa.
Estátua de Camões no centro da Praça de São Francisco Xavier, em Goa
"Estátua de Luís de Camões e o Mosteiro de São Francisco de Assis", 1962
Fotografia - por Francis Millet Rogers.
Fundo "Francis Millet Rogers 1962",
na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
"Velhos amigos numa foto antiga tirada em Goa Velha".
Fotografia, preto & branco
Divulgada em: Joel's Goa Pics, no Flickr.
A estátua de Camões, em 1956?
pela equipa do Serviço Arqueológico da Índia.
A estátua de Camões em Goa
para saber +
Estátua de Camões em Goa. Autor MARTINS CORREIA
| Gen.Vassalo e Silva em Goa, 1980. |
"No dia 10 de junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia.
Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”.
No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior.
A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela.
Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores. A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas.
Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada.
Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim."
Fonte: Escultor Martins Correia | Facebook., 11.07.2013
Escultor Martins Correia | Facebook
Folheto Museu Municipal Martins Correia [pdf]
Redação: 18.02.2026
.jpg)





.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)