2026/02/18

Estátua de Camões em Goa por Martins Correia


                                        Estátua de Camões em Velha Goa , 1961                                      
"Portugal - Goa: estátua de Camões em Velha Goa / Emissora de Goa. 
1 postal : color. ; 10,5x15 cm
Goa : Emissora de Goa, [D.L. 1961] (Porto: Lito Of. Artistas Reunidos).
Existe um exemplar na BNP em Lisboa, com variantes de tom.

 ESTÁTUA DE LUÍS DE CAMÕES 

  O Poeta Nacional Português  

Escultura, em bronze, c.4 metros de altura | 1958

da autoria do escultor Martins Correia


Atualmente, na Galeria n.º 1 
Exposta originalmente no largo da igreja de S. Francisco de Assis, na Velha Goa.



MASTER SCULPTOR MARTINS CORREIA  Vídeo, 11.33
por František Jakub
Com a colaboração de Henrique Velez e Elsa Martins Correia
Music & Piano port Farshad Sanace
SolitArtGallery apresenta Slovak Art Film, 2014

Estátua de Camões em Goa. Autor MARTINS CORREIA

Gen.Vassalo e Silva em Goa, 1980.



"No dia 10 de junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia. 

Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”. 

No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior. 

A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela. 

Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores. A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas. 

Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada. 

Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim."

Fonte: Escultor Martins Correia | Facebook., 11.07.2013


Martins Correia 
n. Golegã, 7.02.1910 - m. 30.07.1999
Artista plástico português, modernista
Escultor e Pintor

Orfão desde cedo, ingressou na Casa Pia, 
em novembro de 1922, onde concluiu o curso industrial.
Frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa, 
onde se diplomou em escultura.

 Foi professor do Ensino Técnico Profissional, 
nas Caldas da Rainha e em Lisboa.

Começou a expor no ano de 1938 e em 1940
já participou na Exposição do Mundo Português, em Lisboa. 
Ao longo da sua carreira artística acumulará muitos prémios e condecorações. 
Em 1951, tornou-se Presidente da Secção de Cultura Artística 
da Sociedade de Geografia de Lisboa. 

"A sua estatuária é composta de originais soluções decorativas policromáticas 
que aligeiram as suas figuras do solene compromisso oficial, sobretudo a partir de 1968 
com a utilização de intensos vermelhos, ocres, pretos, verdes, brancos, azuis e amarelos,
pintados nos materiais escultóricos."

Várias das obras mais representativas de Martins Correia
estão expostas em espaço público, acessíveis a todos os cidadãos. 
O seu nome foi dado à Escola E.B. 2,3 e Secundário do Concelho da Golegã. 

Em Lisboa, destacamos a estátua de granito rosa 
representando Fernão Lopes patente na BNP, 
e a decoração artística da estação do Metropolitano de Picoas 
e do átrio da Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações. 

Trabalhou muitos anos num atelier da Câmara Municipal de Lisboa, 
tendo realizado alguns trabalhos para jardins e edifícios municipais, 
como a estátua em pedra de Bartolomeu de Gusmão.
Foi membro do Conselho de Arte e Arqueologia da C.M.L. 

O Mestre perpetuou a sua obra fora de Portugal.
Em Goa, fez em gesso a estátua de S. Francisco Xavier 
por ocasião do centenário do santo. Em 1958, executou a estátua em bronze 
de Luís de Camões, a qual lhe valeu o Prémio Diário de Noticias.

Em 1973, decorreu uma exposição retrospectiva 
da sua obra, na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde foram apresentadas 
"300 obras de escultura, desenho, medalhística e desenho colorido, 
versando sobre o período de 1939 a 1973."

Colaborou com 26 desenhos coloridos
para a antologia poética Mulher 
organizada por Natália Correia  (Lisboa: Estúdios Cor, 1973).

Em novembro de 1982, foi homenageado na Golegã com a inauguração 
da sua estátua “A Camponesa” e a abertura do Museu Municipal Martins Correia

"Temas como o cavalo, o touro, a terra e a mulher, 
são representativos nas suas obras, evidenciando a ligação profunda 
de Martins Correia às suas raízes goleganenses, ribatejanas e portuguesas. 
Está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, 
no Museu Soares dos Reis, na Invicta, no Museu Regional de José Malhoa, 
no Museu de Arte Moderna de Madrid e claro, no Museu Martins Correia."

"O Mestre Escultor Martins Correia deixa uma obra 
que marca várias décadas da escultura, que o torna 
um dos maiores escultores portugueses do século passado."
Fonte: 



"A arte do século XX será […] idealista e poética ao mesmo tempo que popular"
e "nenhuma coisa pode ser nacional, senão é popular". 
Martins Correia

"Um escultor com o condão da poesia”

 ÁLBUM 


Atualmente a estátua de Camões concebida pelo mestre Martins Correia
está exposta "no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery
que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, 
a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada."


Imagem na Wikipédia

Estátua de Luís de Camões, no
Fotos divulgadas em Escultor Martins Correia | Facebook, jul.-ago. 2013


Originalmente, desde 10 de junho de 1960, data em que 
a estátua de Luís de Camões foi inaugurada pelo Governador Vassalo e Silva, 
a obra artística camoniana encontrava-se exposta nobremente
no centro da Praça de São Francisco Xavier, em Goa.


  Estátua de Camões no centro da Praça de São Francisco Xavier, em Goa 
in Mahendra Tamba | Facebook, 4.09.2017

 "Estátua de Luís de Camões e o Mosteiro de São Francisco de Assis", 1962  
Fotografia - por Francis Millet Rogers. 
Fundo "Francis Millet Rogers 1962", 
na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 
  "Velhos amigos numa foto antiga tirada em Goa Velha". 
Fotografia, preto & branco
Divulgada em: Joel's Goa Pics, no Flickr.

  A estátua de Camões, em 1956?  
pela equipa do Serviço Arqueológico da Índia.
 in Mahendra Tamba | Facebook, 22.08.2018
 
  A estátua de Camões em Goa   
in Mahendra Tamba | Facebook, 13.04.2018


para saber +


Estátua de Camões em Goa. Autor MARTINS CORREIA

Gen.Vassalo e Silva em Goa, 1980.



"No dia 10 de junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia. 

Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”. 

No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior. 

A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela. 

Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores. A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas. 

Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada. 

Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim."

Fonte: Escultor Martins Correia | Facebook., 11.07.2013










Redação: 18.02.2026