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2024/06/23

Exposição ÉPICO E TRÁGICO: Camões e os românticos no MNAA


«ÉPICO E TRÁGICO: Camões e os românticos»

EXPOSIÇÃO

Comissariado: 

Alexandra Markl | Raquel Henriques da Silva

11 JUL. 2024, quinta-feira (inauguração) | às 17h30

12 Jul 2024 a 29 Set 2024

Piso 1 | Sala 50 - Sala do Tecto Pintado |, do MNAA
Entrada pelo Largo 9 de Abril

Visita Orientada

Exposição temporária«Épico e trágico: Camões e os românticos»

7 JUL. 2024 | 1º domingo do mês | 11h30

Orientação: Miguel Soromenho

Destinada a público em geral
Sem Inscrição | Gratuito.



O Poeta como figura mítica do Romantismo português

"Celebra-se, em 2024, os 500 anos do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), o maior poeta português, autor de Os Lusíadas, inspirado em A Eneida de Virgílio, que narra a história de Portugal numa perspetiva mítica, centrada na viagem de Vasco da Gama.

Desde finais do século XVIII, Camões e alguns temas de Os Lusíadas conhecem crescente divulgação internacional, contextualizados numa cultura pré-romântica. A vida aventurosa do poeta torna-se ela própria motivo literário e artístico. 

É neste ambiente que Francisco Vieira Portuense realiza uma série de composições, visando ilustrar cada um dos 10 Cantos do poema, num projeto para uma grandiosa edição. Essa publicação nunca será concretizada mas, no início de 1817 saía em França uma cuidada e amplamente ilustrada edição monumental de Os Lusíadas, por iniciativa do Morgado de Mateus.

Por estes mesmos anos, vários criadores portugueses, todos a viver fora do país e quase em simultâneo, consagram obras celebrativas a Camões: Domingos Bomtempo dedica-lhe uma
Missa de Requiem, em 1817, e Almeida Garrett compõe um extenso poema, editado em 1825. Coincidentemente, em 1824, Domingos Sequeira, apresenta, no Salon de Paris, o quadro "A Morte de Camões" que, no final, enviou para o Rio de Janeiro, oferecendo-o ao recente imperador D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal). A obra perdeu-se depois, mas existe um conjunto de desenhos preparatórios que evocam o poeta nos últimos momentos de vida, recebendo a terrível notícia da derrota de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. «Ao menos morro com a Pátria!» exclamaria ele.

O conjunto de obras expostas consagram o arranque do romantismo na arte portuguesa, comprometida com a celebração da história nacional e dos seus heróis. E os temas camonianos, entre eles o dos últimos momentos do poeta, continuaram a ter eco e a ser abordados, ao longo de todo o século XIX, tanto por pintores portugueses como por alguns europeus."
in MNAA, junho 2024







  1. Um momento da montagem da Exposição comissariada por Alexandra Markl e Raquel Henriques da Silva, imagem partilhada na página do Facebook do MNAA, 22.06.2024.
  2. Pintura (pormenor) de Francisco Vieira Portuense visando ilustrar um dos cantos de "os Lusíadas" e que integrará o acervos de obras expostas pelo MNAA nesta exposição camoniana.
  3. «Estudo para "A Morte de Camões" ou "Os Últimos Momentos de Camões"»,  desenho de Domingos António de Sequeira (1768-1837), no MNAA.
  4. Instalações do Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. - Fotografia ©MNAA/Paulo Cintra e Laura Castro.







para saber +

News letter, junho 2024, do MNAA - [PDF]

LUSA
in Observador [online], 6.06.2024


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.04.2016








Redação: 23.06.2024